Saturday, May 19, 2007

Apaixonei-me por uma distância longínqua






































Apaixonei-me por uma distância longínqua - instalação video
Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Inaug: 26 Maio 2007
Exposição colectiva tendo por referência a obra "História Abreviada de Literatura Portátil" de Vila-Matas.

Com:
Ana Guedes
André Alves
Carla Capela
Carlos Pinheiro
Emanuel Santos
Marta Bernardes
Nuno de Sousa
Pascal Ferreira
Torrie


Press Release sobre "Apaixonei-me por uma distância longínqua"

Portátil não terá tanto que ver com os objectos produzidos mas sobretudo com a qualidade de ser transportável. Quem se atreverá a dizer que o fascínio pelas coisas diminutas ou peculiares reduz o espírito daqueles cujo interesse por tais peculiaridades é manifesto? Diminuir terá também que ver com alguma perplexidade perante o todo; à incapacidade de encanto e correspondência a uma realidade total. O portátil surge como fragmento, como coisa que cabe em mala forjada a osso e a tendão.
Não é o monstruoso que nos choca mas sim a sua evidência, a obliteração que produz com o espaço que ocupa e a ilusão da sua pretensa hegemonia. O gigantismo assalta-nos com a sua voluptuosa presença. Existe um sentimento face ao que é gigante, que nos reduz a um sentido de fragmento. Aquilo que em certa medida se pode ligar a uma perda de capacidade de medir o que se nos apresenta e que por esse mesma insuficiência, reverte sobre nós, a dificuldade de nos medirmos como entidade integral. Aceitar a existência desse vazio constitui um acto sobrenatural; aí reside a possibilidade de novas necessidades emergirem.