Thursday, September 27, 2007

Monday, September 17, 2007

Thursday, July 26, 2007

All my independent women


Op.cit Inês Azevedo
lambda print
2007

Muro cam saída







Projecto comissariado pela Sete, para o Teatro Gil Vicente em Coimbra, acompanhando a peça "O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão", com produção de Margarida Mendes Silva e com apresentação no Teatro Académico Gil Vicente nos dias 5, 6 e 7 de Julho.

Saturday, May 19, 2007

Apaixonei-me por uma distância longínqua






































Apaixonei-me por uma distância longínqua - instalação video
Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Inaug: 26 Maio 2007
Exposição colectiva tendo por referência a obra "História Abreviada de Literatura Portátil" de Vila-Matas.

Com:
Ana Guedes
André Alves
Carla Capela
Carlos Pinheiro
Emanuel Santos
Marta Bernardes
Nuno de Sousa
Pascal Ferreira
Torrie


Press Release sobre "Apaixonei-me por uma distância longínqua"

Portátil não terá tanto que ver com os objectos produzidos mas sobretudo com a qualidade de ser transportável. Quem se atreverá a dizer que o fascínio pelas coisas diminutas ou peculiares reduz o espírito daqueles cujo interesse por tais peculiaridades é manifesto? Diminuir terá também que ver com alguma perplexidade perante o todo; à incapacidade de encanto e correspondência a uma realidade total. O portátil surge como fragmento, como coisa que cabe em mala forjada a osso e a tendão.
Não é o monstruoso que nos choca mas sim a sua evidência, a obliteração que produz com o espaço que ocupa e a ilusão da sua pretensa hegemonia. O gigantismo assalta-nos com a sua voluptuosa presença. Existe um sentimento face ao que é gigante, que nos reduz a um sentido de fragmento. Aquilo que em certa medida se pode ligar a uma perda de capacidade de medir o que se nos apresenta e que por esse mesma insuficiência, reverte sobre nós, a dificuldade de nos medirmos como entidade integral. Aceitar a existência desse vazio constitui um acto sobrenatural; aí reside a possibilidade de novas necessidades emergirem.

Sunday, April 22, 2007

Estou farto de estar sozinho




Estou farto de estar sozinho
um rascunho de uma coisa em processo para o Grande Prémio de Desenho, no Senhorio.

Grande Prémio de Desenho no Senhorio


Grande Prémio de Desenho

no Senhorio
Rua duque de Loulé, 239 2º
Porto

O estado novo que é o antigo



Monday, April 16, 2007

O estado novo que é o antigo




O desejo não nos é remissivo. O modo como nos projectamos nas coisas
externas torna o desejo possível de ser visível para nós: os desejos são projecções.
E essa missão é sempre um falhanço (a de possuir o que se deseja) e esse encontro
é sempre uma ausência (porque ou eu estou lá, na coisa, ou estou aqui em mim, e
observo a coisa). É quase como pedir emprestado.
Pedir coisas emprestadas é sempre um teste. Não é um acto da coisa que se
recebe ou da coisa roubada, e ainda menos a da coisa a que se destina ofertar. Levar
emprestado coloca-me no lugar de fruidor que deseja algo do próximo, numa
substituição temporal que atenua o meu sentido de posse. No fundo, pedir
emprestado é um acto do maior desespero: da coisa que se quer e se terá apenas por
breves momentos. E nada a não ser o desespero, nos valerá nesta missão de desejar
coisas.
Em “O estado novo que é o antigo” eu tento avivar esse sentido de falhanço e
ausência. Julgo ser impossível produzir respostas a questões sem ter presente que
elas existem dentro dos discursos que as produzem. Não no sentido em que uma
resposta é uma solução dada à partida (o que nos leva sempre a questionar o
conceito de descoberta). No sentido de estrutura digo. Conforme Irit Rogoff dizia
num texto a que perdi peugada não é possível aprender nada novo sem que algo
velho se esqueça. Ou estaríamos apenas a adicionar informação e não a repensar
estrutura .
O fenómeno da aprendizagem é um espaço esquisito. Porque é sempre
prospectivo até ao momento em que falha. E se falha, aquilo que não foi integrado
estruturalmente (no tecido do discurso do sujeito, da análise do seu posicionamento
histórico) é descartado, incorrendo na possibilidade de um fenómeno mais
inquietante: o do restauro (de forma talvez até mais robusta) de um estado prévio.
Como dizia a minha cabeleireira, esse é um dos perigos do falhanço da
cicatrização. A ferida é sempre visível. Mas se não houver cicatrização, significa que o couro cabeludo ficou danificado e apenas me resta invejar aqueles que o tem e os tempos em que o meu próprio era sano. Este é um problema comum à da
interpretação e sucessão histórica, à aprendizagem e à fuga a esse exercício.
Não podemos escapar a certas coisas. A história obriga-nos a ouvir e a ver. Mas
não nos obriga a ver e a ouvir de uma maneira fechada. De modo que afirmar que se
viu e que desse modo se sabe, é um traço patriarcal (e da insistência na promoção de
novas formas de verdade mitológica). E uma das marcas da ciência, do marketing em
geral e da coscuvilhice. Por isso prefiro a ausência reificada no excesso de referência à ausência ela mesma ou pelo no tornar a imagem uma espécie de citação
acumuladora e excessiva (porque para além de defeitos, estas estratégias podem ser
sinais de força e resolução).


[Press release]
A história obriga-nos a ouvir e a ver. Mas não nos obriga a ver e a ouvir de uma maneira fechada. Afirmar que se viu e que desse modo, se sabe, é um traço patriarcal. E uma das marcas da ciência, do marketing e da coscuvilhice.
“O estado novo que é o antigo” constitui uma intervenção que relaciona o problema
da interpretação e sucessão histórica, da aprendizagem da mesma e da fuga a esse
exercício.
Apresento uma instalação de desenhos de grande escala que remetem a um
cenário de ausência e (possível) falhanço. Nestes desenhos objectos ordinários são
tomados por uma matéria indecifrável, do mesmo modo que texto se apossa da peça
escultórica que comunga o ambiente literário criado.

Tuesday, April 10, 2007

Tuesday, January 09, 2007

In Transit #28

Thing, controlled by the fear of identification or Helmet









[Invite text]
Dear Friend

You remember that day when you showed me that engraving that Foucault beloved so much? The one depicting a metal structure that tries to straight a tree? I never forgot that image.
Tried to reach you to know what you think about this new project but had no replies. I decided to call it Thing, controlled by the fear of identification or Helmet. Its basis is set on those conversations about Desire nurtured by those vermouth dinners. About the way it establishes representations of groups and forms of knowledge.
Funny how that minimalist affection I had been manifesting was overtook under a clearly more sensitive and even baroque imagery. And as if I tend to think these new productions as thy simple things, the environments born from these journeys are expanded by a poetics of failure and absence. That unease’s me as if there was a charm on defeating definable things. And though, that formality seems to suffice.
I talked to some other friends about all of this. Told them how important it is to negotiate that interest that springs from the escape, the mystery of what is still untold. Must be sounding alike a missionary by now…

(Letter to Francesco, 28 December 2006)



IN.TRANSIT #28
A project by Paulo Mendes
Artes em Partes, Rua Miguel Bombarda
Opening: Saturday 13th January, 16.00

Saturday, December 23, 2006

some chocking design effects



It isn’t the first time that I’ve heard someone’s complaint about unfortunate results of collaboration with designers. Designers have become (yeah, right…) masters of know-how graphic and visual communicational elements.
Once before aside old-school designers (as well the publishers and all the gang from the editorial landscape) there has been a reviser. These guys and galls were experts in finding mistakes, problems within the (body of the) stories of the works produced (in the field of literature i.e.), detecting grammatical and linguistic faults.
Some year’s ago this situation gained some interest in Brazil since the government applied a law in which designers would have to pay a fine for every outdoor or other sort of advert containing language mistakes.

For the exhibition How to be Invisible there was a flyer/invitation. The design was made by “the official” designer. After sending the pictures and text to be produced, there were some faults (not even considering at this point the visual element) that I corrected. Despite this, new faults were introduced by the designer, producing not only linguistic mistakes but also meaning mistakes. And if this fault is of the lack of a reviser, well, I must say I saw the output version and was all ok, despite there was a magical transformation somehow.
Every time I handed over someone an invitation I had to explain that there are these and that mistakes and that they are not of my responsibility. It is very depressing to feel that professionalism has nothing to do with responsibility and reassurance of a result with quality.

Tuesday, December 19, 2006

The Break

Dioramas is basically a long term project which draws the universe of the battlefields of a battle for desire. It is basically an attempt to gather a certain baroque and romanticized imagery that I often address to. In a way it‘s a solution to gather the different objects, drawings, videos, narrations (at the moment due to the lack of some technological equipment which would allow me to work more on a video-basis).
The Break is - let’s call it – section of the work Dioramas. These are five drawings of “muses” of this environment and of my creative research at the moment. They all portrait people who for some reason make me feel, output artwork, to believe and love.


The Break or Portrait of Henry Darger
















The Break or Portrait of Tennesse Williams


















The Break or Portrait of David Dashiell















The Break or Portrait of Francesco Ventrella














The Break or Portrait of Carlos Pinheiro

Sunday, November 26, 2006

How to be invisible / Como ser invisível

































































How to be invisible / Como ser invisível
































































How to be invisible / Como ser invisível





































































André Alves


Museu da Sociedade Martins Sarmento

25 Novembro 2006


A obsolescência de um universo, de um objecto, de uma prática, é ditada
pela superação de novas formas de representação, novos discursos e
objectos. Ou simplesmente pela extrema solidão desse mesmo universo e
daquilo que o constitui. E se a solidão e a ausência parecem legar um
abandono e nos arrasta para um espaço que não é o do aqui, também nesse
movimento algo de novo se funda, um espaço próprio se clama.

Prolongar uma ausência tende a avivar um sentimento de abandono (pelo
menos para tende a transformar-se em sentimento de abandono quem
aguarda) e a aumentar um sentimento de si enquanto lugar à deriva. Um
lugar que se edifica à volta da possibilidade de um regresso. O espaço
ausente tem a marca um lugar estranho; um lugar onde espera e
isolamento se/nos confunde e seduz. Como Ser Invisível é a afirmação
de um lugar assim.

Wednesday, November 08, 2006

Quebra ou Retrato de C. Pinheiro


The Break or Portrait of C. Pinheiro

Tuesday, October 17, 2006